À memória de Vasco Graça Moura

“Quando eu morrer
fica junto de mim,
não queiras ver as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.”
Vasco Graça Moura. Soneto do amor e da morte. In Antologia dos Sessenta Anos

Morreu Vasco da Graça Moura.

Vasco da Graça Moura (1942-2014)

Vasco da Graça Moura (1942-2014)

O epíteto que, hoje, mais se repete é o de vulto renascentista, pela amplidão seu conhecimento, pela variedade dos interesses em que investiu, pela capacidade criativa, pela diversidade das competências, pela densidade intelectual. Foi poeta, romancista, dramaturgo, cronista, ensaísta, tradutor e foi, também, advogado, gestor, político.
Invulgar homem de cultura, nesta altura de consumos apressados, abordagens superficiais e conhecimentos comuns e triviais.
Durante a década de 1980, à frente da Imprensa Nacional/Casa da Moeda (1979-1989), empenhou-se em recuperar a memória dos antigos autores portugueses. Na década seguinte, presidiu à Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1988-1995) e foi diretor da revista Oceanos (1988-1995), assumindo um papel determinante no desenvolvimento da investigação e divulgação do conhecimento no domínio da História e da História de Arte, numa ação sem precedentes e, infelizmente, sem continuidade.
Merece descansar em paz.

Fonte da imagem:

http://www.movenoticias.com/wp-content/uploads/2014/04/vgm.foto+rodrigo+cabral+2.jpg

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