Panorama museológico em Portugal na primeira década do século XX

Direção-Geral do Património Cultural. (2014). Panorama museológico em Portugal: Os museus e a Rede Portuguesa de Museus na primeira década do século XXI. Lisboa: Direção-Geral do Património Cultural.

Fonte: DGPC

Fonte: DGPC

O Panorama museológico em Portugal acaba de ser publicado pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), tendo sido preparado também pelos institutos que a antecederam (Instituto Português de Museus e Instituto e do Instituto dos Museus e da Conservação) e pelo Observatório das Actividades Culturais (OAC), entretanto extinto.

Este estudo complementa e atualiza a informação divulgada no Inquérito aos museus em Portugal, publicado em 2000 pelo Instituto Português de Museus (IPM), e no Panorama Museológico em Portugal [2000-2003], publicado em 2005 também pelo IPM em colaboração com o Observatório das Atividades Culturais. O primeiro esteve na génese da estruturação da RPM, cuja fase inicial foi avaliada no segundo; quase uma década depois, o presente estudo, apresenta-se como uma abordagem à fase de maturação da Rede e à ação que desenvolveu na articulação e promoção dos museus, na elaboração e implementação de normativas e boas práticas e no apoio prestado sobretudo no âmbito da formação profissional e da execução de projetos relevantes.

O panorama museológico em Portugal, mais do que um relatório, constitui uma descrição do estado da questão da museologia em Portugal: enquadramentos tutelares e gestão administrativa; levantamento das instituições museológicas; a ação da Rede Portuguesa dos Museus e a articulação com os museus aderentes e com outros organismos; funcionamento dos museus, atividades e serviços prestados, caraterização dos visitantes. Além disso, apresenta os resultados dos dados obtidos através do inquérito aos museus realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (IMUS) e pela Rede Portuguesa de Museus.

Afigura-se-nos como uma obra de referência, quer para os profissionais de museus, quer para investigadores no domínio da museologia, da comunicação cultural, ou dos estudos da cultura. Poderia ter ido um pouco mais além na discussão dos resultados obtidos, mas enquadra-se como um instrumento de disponibilização da informação e, portanto, como fundamento para investigação futura.

A edição impressa foi publicada no início do ano, esteve à venda nas lojas da DGPC, dos museus nacionais e dos palácios e, passados cerca de dois meses, está esgotada. O que diz muito acerca da importância deste tipo de trabalhos, mas também acerca da atitude intelectual dos profissionais e investigadores e da forma como mantêm ativa a investigação. Porém, é também um sinal preocupante acerca da visão retrógrada da DGPC que, além de fazer uma tiragem demasiado pequena em função do público-alvo, faz uma edição (apenas) impressa, mais cara e, obviamente, muito mais limitada. É, também, indicativo de mecanismos anquilosados incapazes de uma dinâmica eficaz face à conjuntura.

Parece razoável que esta obra tivesse sido publicada em linha, disponível a todos os interessados; é forçoso que isso aconteça no momento em que se sabe que a obra impressa está esgotada.

Nem tem custos acrescidos: basta atribuir um endereço ao ficheiro PDF e colocá-lo em linha. E até pode ser vendido!

Referências bibliográficas:
Instituto Português de Museus. (2000). Inquérito aos museus em Portugal. Lisboa: IPM.
Observatório das Actividades Culturais; Instituto Português de Museus. (2005). O panorama museológico em Portugal [2000-2003]. [Lisboa]: O.A.C.: I.P.M.

Fonte da imagem: http://www.igespar.pt/en/news/1/3049/

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