Recontextualização da arquitetura de claustros medievais em Nova Iorque

Wu, N. (2014, mar.) “Building Stories: Contextualizing Architecture at the Cloisters“. In Heilbrunn Timeline of Art History. New York: The Metropolitan Museum of Art. http://www.metmuseum.org/toah/hd/buil/hd_buil.htm

Chapter House, 12th century French, Aquitaine; from the Cistercian abbey of Notre-Dame at Pontaut, south of Bordeaux Limestone brick, and plaster; 42 x 33 ft. (1 m 280 cm x 1 m 5 cm) The Cloisters Collection, 1935 (35.50)

Chapter House, 12th century
French, Aquitaine; from the Cistercian abbey of Notre-Dame at Pontaut, south of Bordeaux
The Cloisters Collection, 1935 (35.50)

The Coisters é um núcleo do Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova Iorque, situado no norte de Manhattan, constituído na década de 1930 para albergar a coleção de cerca de cinco mil obras de arte medieval europeia, sobretudo de entre os séculos XII e XV, incluindo escultura, pintura, tapeçaria e iluminura. O edificado é uma construção eclética que incorpora elementos arquitetónicos provenientes de cinco abadias medievais europeias, desmontados pedra a pedra e integralmente reconstruídos no local: os claustros de Sant Miquel de Cuxa, Saint-Guilhem-le-Désert, Bonnefont-en-Comminges, Trie-en-Bigorre e Froville, de França e uma abside da capela de Fuentidueña.

Columns and capitals from Saint-Guilhem-le-Désert awaiting reinstallation in the new Cloisters Photograph taken in 1936 by Irving Underhill

Columns and capitals from Saint-Guilhem-le-Désert awaiting reinstallation in the new Cloisters
Photograph taken in 1936 by Irving Underhill

Depois das transferências do século XIX para os grandes museus europeus, este terá sido o último grande deslocamento maciço de património arquitetónico, relevando-se o facto de os edifícios originais estarem ao abandono e à mercê de uma progressiva ruína.

Nancy Wu, do Department of Medieval Art and The Cloisters do METS, acaba de publicar o texto “Building stories: Contextualizing architecture at the cloisters”, onde traça a cronologia da coleção e descreve algumas das decisões estratégicas que estiveram subjacentes à reconstrução e exposição das coleções, dando conta de algumas das dificuldades ainda prevalecentes na ligação entre o “que é” e o “como foi”. De alguma forma, confirma o caráter analógico que lhe é inerente, ao criar uma síntese representativa dos seus contextos originais, sem iludir o caráter truncado do património deslocado do seu local de proveniência, apesar do complemento informacional – e de que este texto é um bom exemplo – e dos instrumentos de compensação museográfica que lhes são associados.

Referência das imagens:
http://www.metmuseum.org/toah/hd/buil/hd_buil.htm

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